“A Fábrica de Nada”

Um filme fundamental sobre algumas das questões que se colocam aos trabalhadores, sejam eles quais forem. O que fazer perante as agressões a que são sujeitos? Como defender os postos de trabalho e as unidades de produção da precariedade e da deslocalização? Como resistir à chantagem e à coação psicológica? Como superar as contradições entre os próprios trabalhadores, garantindo a unidade fundamental para que se ganhem processos de luta? “A Fábrica do Nada” levanta esta e outras questões, num filme que merece ser visto, divulgado e debatido.

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MOÇÃO DE SOLIDARIEDADE para com os Trabalhadores da AUTOEUROPA

Os grandes grupos económicos, nos mais diversos sectores de actividade, planearam e desenvolvem, à escala mundial, um ataque generalizado aos mais elementares direitos dos trabalhadores, muitos deles conquistados ao longo de décadas de lutas.

O direito ao descanso consecutivo em sábados e domingos é um dos expoentes mais significativos desses direitos, pela importância que tem nos equilíbrios necessários ao bem-estar físico e psicológico dos trabalhadores, bem como na organização harmoniosa das suas vidas familiares e sociais.

O retrocesso civilizacional que o Grupo Volkswagen pretende impor a todos os que laboram nas suas instalações da AutoEuropa, em Palmela, tem a oposição generalizada da imensa maioria dos seus trabalhadores.

Este Grupo, que apostou em Portugal e na excelência da sua mão-de-obra, ao pretender aumentar a produção de forma significativa, apenas em diálogo construtivo com as estruturas representativas dos trabalhadores pode encontrar soluções aceites por estes.

Será possível encontrar formas equilibradas de dividir os previsíveis ganhos resultantes do aumento da produção sem que tal se traduza na deterioração da qualidade de vida de todos os trabalhadores que estão na base deste projecto empresarial de sucesso.

A Direcção deste Sindicato Nacional, em seu nome e em representação de centenas de estivadores, bem como de outros trabalhadores, que desenvolvem a sua actividade numa dezena de portos nacionais, declara toda a sua solidariedade para com os Trabalhadores das AutoEuropa em luta, muito em especial neste dia de greve, aprovado em Plenários de base, contra mais uma notória e inaceitável prepotência do Capital.

Lisboa, 30 de Agosto de 2017

A DIRECÇÃO

Também em PDF.

100% de adesão à greve contra as práticas anti-sindicais

Fotografia durante a greve no Caniçal (Madeira), que, tal como em Leixões, parou pela primeira vez nos últimos trinta anos.

Os sócios do SEAL nos portos de Leixões, Figueira da Foz, Lisboa, Setúbal, Sines, Caniçal (Madeira) e Praia da Vitória (Açores) aderiram a 100% à greve convocada para as horas ímpares do período de 24 horas compreendido entre as 08 horas dos dias 10 e 11 de Julho.

Depois da primeira Assembleia Geral do SEAL que reuniu associados dos diferentes portos onde representamos trabalhadores, no passado dia 19 de Junho, depois dos plenários, a 29 de Julho, em todos os portos onde estamos representados, em solidariedade com os estivadores europeus, sobretudo em Espanha e em Gotemburgo, em luta contra as políticas da UE e a ameaça dos despedimentos promovidos pela APM Terminals, o SEAL regozija-se com os 100% de adesão dos seus sócios à jornada de luta contra práticas anti-sindicais em Leixões, Caniçal e Sines.

Desta jornada, destacam-se sobretudo as paragens no portos do Caniçal e de Leixões, pela primeira vez nos últimos trinta anos, o que representa um autêntico 25 de Abril à escala destes portos e dos estivadores que aí representamos, os quais têm sido sujeitos às mais variadas violações dos seus direitos mais elementares, seja no campo sindical, seja no campo do assédio moral permanente e contínuo a que se encontram sujeitos, práticas que denunciamos no Manifesto que está na base desta jornada de luta.

Desta jornada de solidariedade nacional, queremos realçar o episódio ocorrido no porto de Leixões, cuja autoridade portuária (APDL – Administração dos Portos do Douro e Leixões) impediu a autoridade na área laboral (ACT – Autoridade para as Condições no Trabalho) de entrar no porto, local de trabalho, para aí exercer a sua actividade inspectiva, facto revelador do grau de violência a que, nomeadamente, os estivadores de Leixões têm estado sujeitos, com a criação de um muro de mentiras e de silêncio à sua volta, bem como da importância desta resposta unificada e solidária, com vista à mudança da relação de forças no actual estado da nação portuária.

Em todos os outros portos, Caniçal incluído, a greve decorreu sem incidentes e dentro da normalidade, ou seja, todos os associados do SEAL pararam durante as horas ímpares determinadas no pré-aviso e, consequentemente, pararam totalmente as operações portuárias onde se encontravam colocados, bem como todas as operações dependentes destas.

Pode consultar aqui as fotografias da jornada realizadas em Leixões e no Caniçal (Madeira) que, como referimos, têm a particularidade de marcar o fim de três décadas de apatia sindical e o início de uma nova etapa na luta contra a precariedade, por condições de trabalho dignas e por um futuro contrato colectivo para todos os trabalhadores portuários deste país.

Referir e saudar, a propósito desta jornada de luta, a solidariedade que nos chegou de vários sectores do movimento sindical e social, nomeadamente do IDC – International Dockworkers Council (na pessoa do seu Coordenador Mundial), da FECTRANS, da CONLUTAS (Brasil), do BE (também aqui) e do PCP, e a todos os que individualmente nos fizeram chegar mensagens de apoio.

Por último, queremos repudiar uma vez mais o comportamento de alguma comunicação social portuário-dependente, que insiste na mistificação, na mentira e no papel de servidores de órgão de comunicação institucional dos patrões, por serem incapazes de reproduzir uma notícia sobre o exercício de um direito como se de uma tragédia se tratasse, secundarizando a tragédia das razões que nos fazem lutar, essas sim merecedoras de análise porque, salvo honrosas excepções, poucas vezes os problemas laborais e sindicais são abordados com a seriedade que o assunto exige.

Duas horas de paragem em jornada dos estivadores europeus em defesa dos estivadores de Gotemburgo e contra as políticas da UE

Os estivadores do SEAL nos portos de Lisboa, Setúbal, Leixões, Caniçal, Figueira da Foz, Praia da Vitória e Barreiro aderiram às duas horas de paragem, em solidariedade com os estivadores de Gotemburgo na luta contra os despedimentos da APM / Maersk, bem como no combate às políticas promovidas pela União Europeia que favorecem a precariedade e privilegiam os interesses dos grandes armadores e Operadores de Terminais em detrimento dos direitos e das condições de trabalho dos estivadores.

Uma agressão a um é uma agressão a todos!

We will never walk anone!

Ni un paso atrás!

Jornada de Luta contra as práticas anti-sindicais nos portos de Sines, Caniçal e Leixões

Juntamente com o Manifesto contra as práticas anti-sindicais nos portos de Sines, Caniçal e Leixões, foi igualmente aprovado na Assembleia Geral do Sindicato Nacional dos Estivadores, realizada no passado dia 19 de Junho, uma primeira acção concreta no terreno, uma Jornada de Luta contra estas práticas, a qual se concretizará na paragem das operações, em todos os portos onde detemos representatividade, durante todas as horas ímpares compreendidas entre as 08 horas do próximo dia 10 de Julho e as 08 horas do dia seguinte.

Uma agressão a um é uma agressão a todos!

Consulte o Pré-Aviso de Greve aqui.