7 de Julho | Dia de Acção Global em Retrospectiva

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Clique aqui para ver galeria de fotografias feitas um pouco por todo o mundo, no decorrer no Dia de Acção Global do passado dia 7 de Julho. 

O Sindicato dos Estivadores participou do Dia de Acção Global que teve lugar no passado dia 7 de Julho, e constituiu a primeira tentativa na história do movimento operário de organizar um dia de luta em todo o mundo, em defesa da dignidade dos postos de trabalho. No balanço deste dia, além das imagens que ilustram um pouco do que foi o Dia de Acção Global, destacamos também as palavras dos Coordenadores Europeu e Mundial do IDC, respectivamente Anthony Tétard e Jordi Aragunde, dedicadas a todos os que se envolveram nesta jornada.

“Como Coordenador Geral do IDC, gostaria de estender o meu profundo agradecimento a todos os que tornaram o Dia de Ação Global de 07 de julho de 2016, num dia verdadeiramente histórico. Às centenas de milhares de trabalhadores portuários de todo o mundo, dizer que a sua participação neste dia demonstrou que os trabalhadores portuários estão preparados para enfrentar os desafios do futuro, e continuam a ser uma força para continuar a ser levada em consideração. O futuro, é o nosso futuro. (…) O Dia de Acção Global foi uma vitória significativa para trabalhadores portuários e constitui uma prova da força da nossa organização: Sindicatos e trabalhadores em todo o mundo uniram forças e unificaram-se pela defesa intransigente dos nossos direitos. Esta mensagem alcançou empregadores e governos, e no caso de eles tinham quaisquer dúvidas, agora eles podem estar certos de que os trabalhadores portuários estão prontos para ripostar sempre que os seus direitos forem atacados. (…) Nós nunca nos vamos render. Nunca mais caminharemos sozinhos outra vez. Com solidariedade”

Carta integral de Jordi Aragunde, Cordenador Geral do IDC, pode ser lida aqui.

“Como Coordenador Europeu do IDC, gostaria de agradecer a todos que se empenharam em mobilizar os seus sindicatos e a encorajar os trabalhadores europeus para aderir ao Dia de Acção Global do passado dia 7 de Julho. No geral, o Dia de Acção Global foi um sucesso, uma vez que foi possível mobilizar trabalhadores um pouco por todo o mundo, um marco no movimento operário, e isso é uma vitória de todos nós. (…) Obrigado irmãos e irmãs, temos a certeza que não voltaremos a caminhar sozinhos.”

Carta integral de Anthony Tétard, Cordenador Europeu do IDC, pode ser lida aqui

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Dia de Protesto Mundial pelos Estivadores – Uma hora de luta, em todo o mundo, pelos direitos dos trabalhadores!

O IDC e a ITF vão parar uma hora numa jornada global de luta contra a precariedade e pela dignidade do trabalho portuário. No próximo dia 7: #DefendDockersRights!

Clicar aqui para ler, guardar e imprimir o panfleto informativo em PDF


Pela primeira vez na história as duas organizações mundiais de trabalhadores portuários uniram-se para que, em todo o mundo, se realize uma hora de luta contra a precariedade e pelos direitos dos estivadores.

O IDC e a ITF convocaram todos os trabalhadores do sector para uma hora de paragem naquela que será uma jornada global de luta contra a precariedade e pela dignidade do trabalho portuário. Sob o lema “Defender os Direitos dos Estivadores”, o Dia de Acção Global é uma oportunidade para os trabalhadores portuários lutarem para a melhoria da saúde e segurança no local de trabalho, o fim da desregulamentação do sector, exigir o respeito pelos direitos de negociação e contratação colectiva, etc. A jornada de luta coloca também em cima da mesa as preocupações com processos de automação em terminais e o seu impacto nos trabalhadores.

No próximo dia 7, entre 8 e as 9 am de cada um dos países, os trabalhadores estarão parados e durante esse período levarão a cabo diferentes iniciativas de consciencialização e solidariedade.

#DefendDockersRights!

 

Contrato Colectivo de Trabalho, ratificado em plenário de estivadores, é fruto de longo processo de luta

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Culminando um longo processo que se estendeu por um período superior a três anos, os estivadores de Lisboa ratificaram hoje um Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) para o porto de Lisboa, assinado pelos parceiros sociais do sector no passado dia 27 de Junho, o qual vigorará, no mínimo, por um prazo de seis anos.
Foi a 18 de Março de 2013 que as Associações Patronais de Lisboa denunciaram o CCT em vigor na perspectiva de conseguirem assinar um novo CCT em linha com a Lei do Trabalho Portuário que tinha entrado em vigor no mês anterior, com a intenção de desregular e precarizar totalmente a actividade laboral nos portos portugueses.
Na sequência do Acordo assinado no passado dia 27 de Maio, o CCT hoje ratificado pelas bases dos estivadores termina um ciclo de celebração de compromissos que permitirão ao porto de Lisboa desenvolver a sua actividade comercial a caminho da operacionalidade e do crescimento que todos desejamos.
Através dos compromissos alcançados, foi possível assegurar, no curto e médio prazo, uma diminuição drástica da precariedade de longa duração que, paulatinamente, se vinha instalando no porto de Lisboa, a qual, esperamos, esteja totalmente eliminada no decurso dos próximos dois anos, assim se cumpram integralmente os compromissos assumidos que passam pela integração com vínculo permanente das actuais cinco dezenas de estivadores precários.
Como elemento essencial neste processo de recuperação da normalidade de funcionamento do porto de Lisboa, foi ainda possível travar a intenção patronal de proliferação de empresas de trabalho portuário (ETP) alternativas, através do bloqueamento do projecto Porlis, o qual não tinha outro objectivo que não fosse colocar em causa o modelo laboral existente, para assim conduzir à insolvência a actual ETP e lançando no desemprego ou na precariedade de condições laborais indignas todo o colectivo de estivadores deste porto.
Continuaremos atentos ao cumprimento dos compromissos assumidos no sentido de evitar a contínua tentativa de descaracterização das diversas profissões de estivador, processo já iniciado pela Lei de Trabalho Portuário ainda em vigor, a qual veio ainda introduzir condições de maior precariedade nos portos nacionais do aquelas que alastram pelos diferentes sectores da sociedade, algo que os estivadores portugueses não estão dispostos a aceitar.

Comunicado de Imprensa também em PDF.