Resoluções da 7ª Assembleia Geral do IDC

Reportagem fotográfica na página oficial do IDC

No final do passado mês de Setembro teve lugar em Miami a 7ª Assembleia Geral do International Dockworkers Council (IDC), da qual saíram quatro resoluções fundamentais, votadas por unanimidade, para acção imediata no próximo período.

Além das acções de luta concretas que decorrem em vários países, às quais as plataformas continentais do IDC darão resposta, a 7ª Assembleia Geral do IDC votou quatro resoluções centrais, fruto do debate e das preocupações levantadas pelos vários sindicatos espalhados pelo mundo.

Assim, começou por se votar uma resolução de rejeição ao impeachment de Dilma Rousseff como Presidente do Brasil. Proposta pela Zona Latino-Americana, a Assembleia Geral do IDC votou a sua rejeição ao impeachment de Dilma Rousseff como Presidente do Brasil, processo golpista que ignorou a vontade do povo brasileiro e sua Constituição, levando a cabo um golpe de Estado mitigado, parte da ofensiva imperialista das classes dominantes contra os trabalhadores. O compromisso do IDC e a sua solidariedade com a luta da classe trabalhadora saiu reforçada, em defesa do povo brasileiro, dos estivadores que trabalham no Brasil e, de um modo geral, da democracia.

Votou-se também uma resolução relativa à perseguição dos negros nos EUA. Este documento defendeu que uma injúria a um é uma injúria a todos, e que o lema “todas as vidas importam”, só faz sentido “quando todas as vidas negras importarem”. A resolução, votada num contexto complexo nos EUA, onde a população negra é vítima das mais variadas injustiças, desde logo na sua remuneração laboral, reafirma o compromisso do IDC com os trabalhadores norte-americanos, com destaque para os estivadores que, na costa Este e Oeste, têm levado a cabo um papel exemplar no combate ao racismo e à xenofobia.

Relativamente às questões mais específicas da estiva, foi votada uma resolução que alerta para os perigos da automação, sobretudo quando esta mais não se tem revelado do que um pretexto para precarizar e degradar a relação entre patrões e trabalhadores. Nada temos contra a tecnologia, defendemos que ela deve ser usada em beneficio da eficácia do trabalho e da segurança e dignidade dos trabalhadores, mas o IDC está vigilante sempre que a automação se confirme como um eufemismo para despedimentos ou para a desvalorização do trabalho portuário.

Foi ainda votada uma última resolução que defende o alargamento da influência do IDC, por diversas vias. Seja a captação de mais sindicatos e sócios, seja a aposta numa comunicação pública mais eficaz, seja o reforço da estrutura do secretariado do IDC ou o reforço da sua capacidade financeira, várias foram as medidas que visam aumentar a capacidade de resposta do IDC, ferramenta fundamental para a defesa da estiva.

We Will Never Walk Alone!

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