Solidariedade com os Estivadores de Gotemburgo dos portos Portugueses

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Depois do conflito com os estivadores em Espanha, que teve a resposta do IDC (Internacional Dockworkers Council) em Algeciras (ver plenário aqui), e que motivou uma onda de solidariedade um pouco por todos os portos do mundo (mais informações aqui, aqui, aquiaqui), chegou a vez de apontar baterias a Gotemburgo.

Neste que é o maior porto da Suécia e de toda a Escandinávia, os estivadores têm sido colocados sob pressão anti-sindical e decidiram várias formas de luta em defesa dos seus postos de trabalho, do contrato colectivo de trabalho e contra a destruição, concertada, da actividade portuária neste importante porto da Europa.

Como sempre dizemos, uma agressão a um estivador é uma agressão a todos, onde quer que seja. We will never walk alone!

O panfleto do Sindicato dos Estivadores na Suécia que abaixo traduzimos, pode ser descarregado aqui a cores, aqui a pb, e aqui em inglês, francês ou espanhol.

sem-titulo

Sindicato dos Estivadores Suecos:

Resumo do Conflito no Terminal APM em Gotemburgo, Suécia

O terminal de contentores de Gotemburgo, o maior em todos os países nórdicos, tem vivido problemas desde que a APM Terminals (APMT) obteve a concessão. Crises repetidas levaram a uma queda dramática das quotas de mercado, de 57% do mercado de contentores sueco para 45% em apenas alguns anos.

No ano passado, a nova gestão local da APMT também alterou as políticas de pessoal, adoptando uma postura anti-sindical caracterizada por ditames. Os grupos de colarinho branco foram atingidos em primeiro lugar, com cortes de facto nos benefícios e condições. Os estivadores, então, foram gradualmente excluídos das discussões e decisões relativas à produção do terminal. Regulamentos de Saúde e Segurança no Trabalho (RSST), Instrumentos de Regulamentação Colectiva de Trabalho (IRCT) e leis Suecas foram despudoradamente ignorados.

Simultaneamente, a APMT tentou ditar/impôr quantos e quais os representantes sindicais específicos que seriam autorizados a participar nas negociações, bem como impedir delegados sindicais eleitos de informar os membros do sindicato de questões actuais.

Nesta Primavera, os membros do Sindicato de Estivadores Suecos (SDU), [os quais incluem 85% dos trabalhadores portuários no terminal APM] votaram por unanimidade a favor de acção industrial/formas de luta. Depois de quatro greves de 24 horas em Abril e Maio, o SDU foi instado pelas partes interessadas externas a fazer uma pausa nas acções industriai/formas de luta. A SDU, em resposta, respeitou o pedido e propôs um período de arrefecimento a fim de permitir novas negociações.

Desde então, porém, a gestão APMT tem consistentemente recusado explorar qualquer forma de compromisso construtivo e até rejeita a mediação de Ports of Sweden (Portos da Suécia), a associação de empregadores nacionais.

Portanto, os estivadores de Gotemburgo decidiram agora retomar a acção industrial/formas de luta a partir de 08 de Novembro, incluindo tanto novas greves como a proibição de todo o trabalho suplementar. A SDU está a preparar manifestações de solidariedade nacional contra a carga redireccionada e operações do Grupo Maersk.

APMT Gotemburgo está a investir fortemente no que eles vêem como uma luta pelo poder prestigiante que pode ser alargada a outros terminais.

Por outro lado, o SDU está lutando por direitos básicos que seriam dados como adquiridos na maior parte do mercado de trabalho sueco:

  • Garantia dos direitos sindicais para formar livremente delegações de negociação e informar os membros sobre as negociações: Não mais sanções contra representantes eleitos ou interferências nas estruturas democráticas internas do Sindicato.
  • Respeitar o direito ao nosso trabalho: Não mais delegação arbitrária de tarefas dos estivadores noutras partes da força de trabalho, num esforço para cortar custos ou contornar regras de segurança.
  • Honrar acordos em vigor e CCT’s: Não mais retenção da compensação para estivadores que tenham trabalhado turnos extras durante a última transição do modelo laboral.

Pare de usar estivadores eventuais doentes ou mais velhos como moeda de troca na negociação: Não mais cláusulas colectivas de “não greve” ou concessões no contrato como condições para a reciclagem ou cumprimento das obrigações sociais.

  • Reestabelecer cooperação sistemática de Saúde e Segurança: Não mais exclusão dos delegados de H&R nas avaliações de risco no local de trabalho e inquéritos sobre acidentes.
  • Agir de acordo com a Lei de Licença Anual e a Lei de Licença Parental: Não mais decisões adiadas ou recusas ilegais que provocam stress nas famílias dos estivadores.

A SDU não concederá mais pausas.

A SDU apela agora a todos os companheiros estivadores ao redor do mundo por solidariedade.

A SDU insta-o a informar os seus representantes locais e/ou nacionais do Grupo Maersk sobre o conflito, a chamar-nos para nos deslocarmos aos vossos portos para vos informar sobre a nossa luta em curso, e para se juntarem a nós na linha de piquete em Gotemburgo.

Se esta disputa se arrastar, pedimos para considerarem todas as acções legais e viáveis nos vossos países e portos contra contentores Maersk, navios Maersk e terminais Maersk para aumentar os custos económicos que o Grupo Maersk sofre por manter as suas actuais políticas anti-sindicais em Gotemburgo.

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